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Apesar das dificuldades Jaqueline Adora a Deus com todo o seu Amor!

domingo, 8 de junho de 2014

Não existe domingo fácil no Vietnã

O Vietnã, 18º país em que mais se perseguem cristãos, é o lar de mais de 50 minorias étnicas. Cada uma tem sua própria linguagem e cultura. Para os pastores tribais do Vietnã, pode ser mais fácil morrer por Cristo do que viver por ele
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Toda essa diversidade é um desafio para os líderes do governo, cujos ideais comunistas são avessos à individualidade, à propriedade privada e à religião.
O grupo kinh é o maior das 54 tribos registradas pelo Estado, de acordo com uma fonte online. Eles constituem cerca de 86% das 91 milhões de pessoas do país. São chamados de povo "Viet". A maioria dos homens de negócio, pessoas instruídas e líderes políticos é kinh. Um líder da Igreja que prefere ser chamado por seu nome em inglês, Peter, observa o preconceito, a exclusão embutida e silenciosa.
"Os kinhs ocupam as cidades", diz ele, "enquanto os povos tribais estão nas regiões mais remotas e inacessíveis". A minoria, como a maioria kinh se refere ao restante dos grupos étnicos, constitui a força de trabalho, empregada nas fábricas e fazendas. Alguns deles possuem um pequeno pedaço de terra para cultivar, mas facilmente o perdem se fizerem duas coisas: lutar por emancipação ou seguir a Cristo.
Os cristãos tribais e o Decreto 92
No que se refere à Igreja no Vietnã, cristãos que pertencem a grupos étnicos constituem a maioria. Seis em cada dez cristãos protestantes (60%) no país pertencem a uma tribo, de acordo com a equipe de pesquisadores da Portas Abertas.
O Decreto 92, colocado em vigor em janeiro passado, requer que os adeptos a certas crenças solicitem permissão oficial da Comuna do Povo, um escritório do vilarejo, antes de se reunirem para atividades religiosas. Para um milhão de cristãos tribais do país, isso significa informar e obter a aprovação das autoridades locais antes de cultuarem, orarem e terem comunhão em um domingo.
"Temos de fazer uma solicitação toda vez", conta Vanh* à Portas Abertas, um pastor tribal de uma igreja doméstica. "Preparamos uma lista das pessoas que comparecerão. Também informamos a programação, as atividades, quantos dias. Então, eles (os funcionários da Comuna do Povo) nos dão aprovação verbal. Não é oficial, mas deveria ser".
Para se obter uma licença oficial para que a igreja doméstica continue a existir e funcionar, o pastor Vanh deve seguir um conjunto diferente de regras e satisfazer os requisitos de funcionários religiosos dos níveis provincial e distrital. Por um lado, sua igreja deve estar assentada em um imóvel próprio. Ele também deve provar que a igreja não violou nenhuma lei religiosa e foi exemplo de "atividades religiosas estáveis" (ex.: culto dominical, festividades de Natal, aulas de discipulado e outras) por pelo menos 20 anos desde a primeira vez que obtiveram licença no nível do vilarejo ou da Comuna.
"Se as igrejas domésticas quiserem se registrar", diz Moan*, outro pastor tribal, "elas devem despender muito tempo e esforço. E isso leva muitos anos. Se o líder da igreja é fraco, ele pode desistir e continuar se reunindo (em secreto) sem permissão".
É isso que alguns pastores tribais têm feito, com algumas consequências terríveis. Em dezembro de 2013, por exemplo, duas igrejas domésticas no norte do Vietnã foram invadidas. Os membros se dispersaram, as Bíblias foram confiscadas e um pastor foi espancado com tijolos. Pelo menos, 20 cristãos estão lutando agora para se reunirem aos domingos para cultuar.
*Nomes e outros dados foram alterados e ocultados para a segurança dos pastores e seus ministérios.

FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoGetúlio A. Cidade

O que a lei islâmica pode trazer aos não muçulmanos?

O sultão de Brunei anunciou uma nova lei baseada em punições criminais islâmicas, criticada por representantes de direitos humanos da ONU e outros grupos. Açoites, corte de membros e morte por apedrejamento podem ser aplicados ao longo do tempo
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"Coloco minha fé em Deus e sou grato a ele por anunciar que no dia 1º de maio de 2014 entrou em vigor a fase um da sharia (lei islâmica), a ser seguida por outras fases", disse o sultão Hassanal Bolkiah, líder do governo monárquico absoluto do país por quase 47 anos, em um discurso na véspera da implantação da lei.
Brunei, um país minúsculo de pouco mais de 420 mil pessoas, situado no sudeste asiático, já vem praticando leis islâmicas para regular assuntos civis, como questões familiares e pessoais. Mas, agora, as leis serão estendidas para cobrir infrações penais.
As novas penas islâmicas serão introduzidas com o tempo, no mínimo em um ou dois anos, e incluirão, por fim, graves punições corporais como: açoites por adultério, corte de membros por roubo e morte por apedrejamento no caso de estupro e sodomia.
A primeira fase inclui leis por infrações de comer e beber em público durante o mês de jejum do islã, o que é punível com multas e prisões.
Partes da lei também se aplicam a não muçulmanos. Em fevereiro, peritos da lei sharia do Ministério de Assuntos Religiosos anunciaram que os não muçulmanos poderiam ser punidos por usar vestimentas indecentes que "desonram o islã". O infrator pode ser preso por até seis meses, receber multa máxima de mil e seiscentos dólares ou ambos. Mesmo agora, já é obrigatório para as mulheres de todas as religiões, incluindo as cristãs, usarem o hijab (cobertura para a cabeça) caso trabalhem para o governo ou estejam participando de eventos oficiais. Entretanto, com o código penal da sharia em vigor, uma violação contra essas instruções religiosas será criminalizada.
No passado, os líderes da Igreja afirmavam receber um monitoramento pesado por parte do governo, ao que se espera que o novo código penal acrescente pressão, ansiedade e medo aos cristãos, que constituem 8.7% da população.
Outra restrição que visa os cristãos convertidos de origem muçulmana inclui uma lei que proíbe que pais muçulmanos deixem que não muçulmanos cuidem de seus filhos. O ato é punível com termo de prisão de até cinco anos, multa de até US$ 15.600 (aproximadamente 35 mil reais) ou ambos.
Como consequência, pessoas que se convertem ao cristianismo podem perder a custódia de seus filhos, caso sua nova fé seja revelada. "Todos os direitos dos pais são outorgados ao cônjuge que for muçulmano, caso a criança pertença a pais de crenças diferentes, e o cônjuge não muçulmano não é reconhecido em nenhum documento oficial, incluindo a certidão de nascimento da criança", escreveu o Departamento de Estado dos EUA no Relatório de Liberdade Religiosa Internacional de 2012. Além do mais, uma vez que a sharia entre em vigor, a restrição pode ser estendida aos serviços de creche operados por não muçulmanos.
O novo código penal também cita que os não muçulmanos não podem mais compartilhar sua fé com os muçulmanos e ateus. Os infratores correm o risco de serem multados em até US$ 15.600 (aproximadamente 35 mil reais), pegarem até cinco anos de prisão ou ambos.
Ensinar outras religiões fora do islã a um filho de muçulmano ou ateu carrega a mesma punição. Por causa disso, as poucas escolas cristãs receberão um revés, uma vez que muitos de seus alunos não são cristãos. O dia escolar normalmente se inicia com a leitura da Bíblia.
"Ainda assim, os pais começaram a exigir que, em vez disso, comecemos cada reunião com uma oração muçulmana", disse um funcionário da escola não identificado.
Por último, seguindo a direção da vizinha Malásia, o código penal reivindica 19 palavras que pertencem unicamente ao islã. Portanto, os cristãos estão proibidos de usar palavras como Alá (Deus) e Firman Alá (Palavra de Deus), que se encontram na Bíblia de língua malaia e são comumente usadas pelos bruneanos. Também não se pode levar material cristão para o país.
É difícil prever a extensão até onde a nova lei pode afetar os não muçulmanos, já que ela está no início do estágio de implementação. O governo admite não ter a infraestrutura para apoiar a lei, pois há escassez de juízes especializados nos tribunais da sharia.
Brunei está no 24º lugar da Classificação da Perseguição Religiosa.

Você viajaria da China a Bangladesh por um abraço?

Sheng*, um colaborador da Portas Abertas, visitou recentemente um grupo de centenas de obreiros que pertencem à maior rede cristã na China. Ele ficou profundamente tocado pelo que viu. "Eles têm pouca informação sobre a Igreja Perseguida, mas oram dia e noite"
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Agora que a Igreja chinesa experimenta muito mais liberdade do que no passado, um dos maiores projetos é a criação de treinamentos entre os chineses Han**. "Minha reunião com eles me deu inúmeras percepções", disse Sheng. "Nós trabalhamos com cinco níveis de treinamentos: informação interesse, inspiração, envolvimento e engajamento. Contudo, o que descobri foi que há muitos líderes cristãos na China que já oram pela Igreja Perseguida. Embora tenham pouca ou nenhuma informação, eles ajudam em oração. Cheguei à conclusão de que muitos colocariam suas vidas em risco pelos irmãos e irmãs da Igreja Perseguida, mas eles não têm ideia de como se envolver".
O grupo que Sheng conheceu é um claro exemplo. "Eles sabiam pouco sobre a Igreja Perseguida. Porém, eu pude ver uma determinação dada por Deus em seus olhos. Eles diziam: ‘Nós fomos chamados para orar’. Então todo mês eles oram e jejuam durante dois dias. Eles têm também selecionado intercessores por algum país especifico que Deus tenha colocado em seus corações. Eles dizem que quanto mais oram por determinado país, mais ficam apaixonados por ele. Para eles, é a forma que encontraram de apoiar os membros de sua família na fé".
Deus usa essas vigílias de oração para inspirar os cristãos chineses a se envolverem com a Igreja Perseguida em outros países também. "Eu falei com a irmã Da-Xia*. Enquanto ela estava orando, o Espírito Santo a desafiou a visitar uma missionária em Bangladesh. Isso aconteceu no ano passado, quando houve uma séria epidemia de dengue em Bangladesh e também um levante político.

Ela questionou a Deus e deu algumas desculpas a ele. Então Deus a respondeu: ‘Você iria por sua irmã em Cristo? ’. Ela respondeu: ‘Sim, Senhor, eu iria a qualquer lugar por minha irmã’. E Deus a respondeu: ‘Você iria por minha filha?’. Ela respondeu que ‘sim’. Então ela perguntou quantas pessoas gostariam de ir com ela e seis pessoas responderam positivamente".
Não havia líderes entre esses seis e Da-Xia começou a duvidar. Ela tinha realmente entendido a voz de Deus? Se sim, porque os líderes chave não se engajaram nessa viagem? "Mas Deus lhe disse que ele selecionou os seis porque eles estavam comprometidos a orar por Bangladesh. O grupo estava muito amedrontado para ir. Como eles poderiam se proteger dos ataques mortais daquele mosquito? Todos escreveram seus últimos desejos porque estavam com a expectativa de que morreriam em Bangladesh. A irmã Da-Xia lhes disse que somente o amor de Deus poderia derrotar o medo deles, e uma vez que tivessem lidado com isso, eles poderiam enfrentar a morte sem medo nenhum."
Em Bangladesh ninguém ficou doente, mas o Espírito Santo fez mais do que protegê-los das ameaças. Quando eles se encontraram com a missionária, descobriram que ela se sentia solitária e rejeitada. "Deus disse à irmã Da-Xia que abraçasse a jovem missionária. É preciso entender que isso é totalmente fora do padrão cultural chinês. As pessoas não se abraçam. Mas ela o fez e esse gesto significou muito para a missionária. Foi como se os sentimentos de solidão e rejeição tivessem desaparecido. Seu coração endurecido amoleceu".
A reunião com a irmã Da-Xia e com outros obreiros deu a Sheng um enorme impulso de confiança. "É maravilhoso ver como Deus trabalha e como ele usa a Igreja chinesa nos ministérios de oração e presença. Isso nos mostra que precisamos continuar a criar treinamentos entre os cristãos chineses e a dar a eles ferramentas para se envolverem. Deus tem um grande plano para a Igreja chinesa".
*Nomes alterados por motivos de segurança.
** A maioria dos chineses (90%) pertence à etnia Han. Os outros 10% pertencem a outras minorias.

Número de mortos na Nigéria pode chegar a 500

Homens armados, com uniforme militar, invadiram o distrito de Gwoza, no Estado de Borno, na noite de terça-feira (3), destruindo casas, igrejas e mesquitas, e matando os moradores que tentavam fugir
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Centenas de pessoas podem ter sido mortas em ataques, supostamente realizados pelo grupo islâmico Boko Haram, em quatro vilas no nordeste da Nigéria, informaram fontes locais nesta quinta-feira (5).

Líderes comunitários calculam as vítimas entre 400 e 500 pessoas, embora não tenha sido feito um levantamento por parte de fontes independentes devido à má qualidade das comunicações e à dificuldade em levar serviços de emergência ao local.

Outro incidente, em Maiduguri, também no nordeste do país, deixou 45 mortos. Integrantes do Boko Haram fingindo ser pregadores abriram fogo contra a multidão, de acordo com moradores.

Se confirmado, o ataque nas vilas de Goshe, Attagara, Agapalwa e Aganjara seria um dos piores na insurgência islâmica do país, que já dura cinco anos.

No último dia 5 de maio, mais de 300 pessoas morreram em um atentado na cidade de Gamboru Ngala.

"Foram assassinatos em massa, mas ninguém pode indicar um número, porque ninguém conseguiu chegar ao lugar, e porque os insurgentes ainda estão lá. Eles tomaram toda a área", explicou à agência de notícias AFP Peter Biye, parlamentar local.

"Há corpos espalhados por todas as áreas, e as pessoas estão fugindo", acrescentou Biye, que representa Gwoza na Câmara dos Deputados.

A situação foi descrita por moradores como "crise humanitária", enquanto alguns pediam a entrada de grupos independentes para enterrar os mortos.

Residentes de Attagara, vilarejo de maioria cristã, acreditam que o ataque foi uma retaliação à morte de quatro integrantes do Boko Haram, que atacaram uma igreja e mataram nove pessoas.
O Boko Haram ("A educação ocidental é um pecado" em língua hausa), que deseja impor a lei islâmica no norte da Nigéria, matou milhares de pessoas desde 2009 e atacou escolas do nordeste do país em várias oportunidades.