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Apesar das dificuldades Jaqueline Adora a Deus com todo o seu Amor!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Muçulmanos invadem aldeia cristã e crucificam nove

Muçulmanos invadem aldeia cristã e crucificam nove
1/07/2014 - 14:17 - Atualizado em 2/07/2014 - 10:22
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos vem divulgando constantemente os horrores da guerra na Síria. Tendo se iniciado há mais de três anos, já resultou em 162 mil mortos e mais de nove milhões forçados a saírem de suas casas.
No embate entre as forças do governo e os rebeldes, de duas facções islâmicas distintas, os cristãos foram pegos no fogo cruzado e são o grupo que mais sofre nessa guerra. Quando os rebeldes invadem as aldeias e cidades cristãs da Síria, geralmente punem seus moradores por não servirem a Alá e por serem aliados do governo do presidente Bashar al-Assad, que nunca perseguiu os cristãos do país.
Os guerrilheiros do exército do Estado Islâmico no Iraque e na Síria (ISIS), vem chamando atenção da mídia internacional pelas demonstrações de crueldade nesta guerra. Seu objetivo declarado é criar um estado islâmico em áreas sunitas do Iraque e na Síria.
Neste final de semana, deram dois sinais claros que as coisas estão saindo de controle novamente. Após as eleições recentes, esperava-se que o ritmo da guerra diminuísse e a paz fosse negociada.
Porém, foram divulgadas imagens da ação do ISIS na província cristã de Aleppo, no norte do país.  Nove homens foram crucificados em público.  A acusação era de apostasia (afastar-se da verdadeira fé muçulmana). Um deles, que não teve seu nome divulgado, conseguiu sobreviver depois de ficar crucificado por oito horas. Ele contou que foram torturados após os jihadistas invadirem sua aldeia, e condenados a pagar por sua falta de fé.
Os corpos dos demais homens ficaram na praça principal da vila por três dias, como um sinal de força do ISIS. No início do mês passado, foram divulgadas imagens de cristãos sendo crucificados por soldados do ISIS na cidade de Raqqa.
Neste domingo (29), uma gravação postada na internet anunciou para o mundo que os jihadistas do ISIS estão reestabelecendo o califado. Esse regime político, desaparecido há um século, significa na prática que seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, agora é o califa, e portanto será o líder dos muçulmanos em todas as partes do mundo.
Segundo o que essa organização terrorista, que nasceu no seio da Al-Qaeda, tem divulgado, pretendem instituir um regime fundamentalista islâmico em todo o Oriente Médio e norte da África. Isso pode ser visto como uma declaração de guerra a Israel, a quem eles prometeram aniquilar. Também pode ser encarado como uma ameaça real a todos os cristãos que vivem nessas áreas.  Com informações de Telegraph e Yahoo

Construção de igreja na Argélia é proibida pelas autoridades

Construção de igreja na Argélia é proibida pelas autoridades
A comunidade cristã em Maatkas, no norte da Argélia, recebeu de um membro um terreno para a construção de um local de culto.
Para poder erguer o templo, os líderes da igreja tiveram que pedir permissão para o governo que negou o pedido. Temendo a rejeição do pedido, os líderes da comunidade cristã já haviam solicitado a construção para uma habitação/residência, omitindo que o espaço seria usado para cultuar a Deus.
“Quando se trata de um grupo de cristãos, há todos os tipos de desculpas para a oposição das autoridades. Isto é discriminação contra a comunidade cristã”, disse um dos líderes.
Com o pedido de construção rejeitado, o espaço de terra doado não poderá ser usado pela comunidade até que uma nova decisão seja emitida favoravelmente aos cristãos.
“Sabemos que nossa luta não é contra homens, mas contra os poderes das trevas. Nossa comunidade vai continuar em oração até que consigamos o documento”, afirmou o religioso.
Na Argélia os cristãos são minoria, mais de 97% se declaram muçulmanos e 2,9% não possuem religião. Os cristãos representam 1% da população do país, e enfrentam diversas dificuldades por conta da fé. A Argélia ocupa o 32º no ranking de perseguição contra cristãos realizado pelo ministério Portas Abertas.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Biografia de John Paton, o missionário dos mares do sul

Um Lar Piedoso

— John Gibson Paton (1824-1907) era um missionário pioneiro nas ilhas Novas Hébrides (hoje Vanuatu) ao sul do oceano Pacífico. Converteu-se ainda criança e logo se dedicou ao Serviço do Senhor Jesus Cristo. Iniciamos uma série de artigos baseados em sua biografia que foi publicada em dois volumes em 1889. Um terceiro volume, escrito pelo seu filho Frank, e publicado em 1910, trata dos seus anos finais:
Nasci em 24/05/1824 numa pequena casa na fazenda de Braehead, na paróquia de Kirkmahoe, perto de Dumfries, no sul da Escócia. Meu pai, James Paton, era fabricante de meias em pequena escala; ele e a sua jovem esposa, Janet Jardine Rogerson, viviam uma afetuosa amizade pessoal com o fazendeiro, por isso deram-me o nome dele, John Gibson.
Enquanto criança, mais ou menos cinco anos de idade, meus pais levaram-me para um novo lar na aldeia de Torthorwald, distante 7 km ao norte de Dumfries. Nessa época, cerca de 1830, Torthorwald era apenas uma aldeia, movimentada e próspera, e comparativamente populosa com seus rendeiros, chacareiros, fazendeiros, em grande e pequena escala, ferreiros e alfaiates. Lá, nessa vida em uma aldeia sadia e ventosa, os nossos queridos pais encontraram seu lar por um período de quarenta anos. Ali nasceram mais oito filhos, constituindo uma família de cinco filhos e seis filhas.
Nosso lugar de culto era a Igreja Presbiteriana Reformada, em Dumfries. Diz a tradição, que em quarenta anos meu pai só faltou ao culto do Senhor por três vezes. Todos nós, desde bem novos, não considerávamos ser um castigo, antes uma grande alegria, acompanhar o nosso pai às reuniões da igreja. Realizávamos também leituras especiais da Bíblia nos domingos à noite – mãe, filhos e visitantes lendo por vez, com perguntas, respostas e exposições novas e interessantes, tendo o propósito de nos impressionar com a graça infinita de um Deus de amor e misericórdia no grande dom do Seu Filho amado, Jesus Cristo nosso Salvador.
Embora com menos de doze anos de idade, comecei a aprender o ofício de meu pai, no qual fiz progresso surpreendente. Trabalhávamos das seis da manha até às dez da noite, com meia hora para o café da manhã, uma hora para o almoço e outra para o jantar. Nestes momentos me dedicava diariamente aos estudos, principalmente com as primeiras noções de latim e grego, pois eu tinha entregue minha alma a Deus e tinha resolvido ser missionário da Cruz ou um ministro do Evangelho. Todavia, testifico com alegria que o que aprendi no tear, ao fabricar meias, não foi sem valor. A habilidade em usar ferramentas, vigiar e manter as máquinas, viria ser de grande valor no campo missionário. Continue lendo em: http://veredasmissionarias.blogspot.com.br/2014/07/biografia-de-john-paton-o-missionario.html

domingo, 8 de junho de 2014

Não existe domingo fácil no Vietnã

O Vietnã, 18º país em que mais se perseguem cristãos, é o lar de mais de 50 minorias étnicas. Cada uma tem sua própria linguagem e cultura. Para os pastores tribais do Vietnã, pode ser mais fácil morrer por Cristo do que viver por ele
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Toda essa diversidade é um desafio para os líderes do governo, cujos ideais comunistas são avessos à individualidade, à propriedade privada e à religião.
O grupo kinh é o maior das 54 tribos registradas pelo Estado, de acordo com uma fonte online. Eles constituem cerca de 86% das 91 milhões de pessoas do país. São chamados de povo "Viet". A maioria dos homens de negócio, pessoas instruídas e líderes políticos é kinh. Um líder da Igreja que prefere ser chamado por seu nome em inglês, Peter, observa o preconceito, a exclusão embutida e silenciosa.
"Os kinhs ocupam as cidades", diz ele, "enquanto os povos tribais estão nas regiões mais remotas e inacessíveis". A minoria, como a maioria kinh se refere ao restante dos grupos étnicos, constitui a força de trabalho, empregada nas fábricas e fazendas. Alguns deles possuem um pequeno pedaço de terra para cultivar, mas facilmente o perdem se fizerem duas coisas: lutar por emancipação ou seguir a Cristo.
Os cristãos tribais e o Decreto 92
No que se refere à Igreja no Vietnã, cristãos que pertencem a grupos étnicos constituem a maioria. Seis em cada dez cristãos protestantes (60%) no país pertencem a uma tribo, de acordo com a equipe de pesquisadores da Portas Abertas.
O Decreto 92, colocado em vigor em janeiro passado, requer que os adeptos a certas crenças solicitem permissão oficial da Comuna do Povo, um escritório do vilarejo, antes de se reunirem para atividades religiosas. Para um milhão de cristãos tribais do país, isso significa informar e obter a aprovação das autoridades locais antes de cultuarem, orarem e terem comunhão em um domingo.
"Temos de fazer uma solicitação toda vez", conta Vanh* à Portas Abertas, um pastor tribal de uma igreja doméstica. "Preparamos uma lista das pessoas que comparecerão. Também informamos a programação, as atividades, quantos dias. Então, eles (os funcionários da Comuna do Povo) nos dão aprovação verbal. Não é oficial, mas deveria ser".
Para se obter uma licença oficial para que a igreja doméstica continue a existir e funcionar, o pastor Vanh deve seguir um conjunto diferente de regras e satisfazer os requisitos de funcionários religiosos dos níveis provincial e distrital. Por um lado, sua igreja deve estar assentada em um imóvel próprio. Ele também deve provar que a igreja não violou nenhuma lei religiosa e foi exemplo de "atividades religiosas estáveis" (ex.: culto dominical, festividades de Natal, aulas de discipulado e outras) por pelo menos 20 anos desde a primeira vez que obtiveram licença no nível do vilarejo ou da Comuna.
"Se as igrejas domésticas quiserem se registrar", diz Moan*, outro pastor tribal, "elas devem despender muito tempo e esforço. E isso leva muitos anos. Se o líder da igreja é fraco, ele pode desistir e continuar se reunindo (em secreto) sem permissão".
É isso que alguns pastores tribais têm feito, com algumas consequências terríveis. Em dezembro de 2013, por exemplo, duas igrejas domésticas no norte do Vietnã foram invadidas. Os membros se dispersaram, as Bíblias foram confiscadas e um pastor foi espancado com tijolos. Pelo menos, 20 cristãos estão lutando agora para se reunirem aos domingos para cultuar.
*Nomes e outros dados foram alterados e ocultados para a segurança dos pastores e seus ministérios.

FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoGetúlio A. Cidade

O que a lei islâmica pode trazer aos não muçulmanos?

O sultão de Brunei anunciou uma nova lei baseada em punições criminais islâmicas, criticada por representantes de direitos humanos da ONU e outros grupos. Açoites, corte de membros e morte por apedrejamento podem ser aplicados ao longo do tempo
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"Coloco minha fé em Deus e sou grato a ele por anunciar que no dia 1º de maio de 2014 entrou em vigor a fase um da sharia (lei islâmica), a ser seguida por outras fases", disse o sultão Hassanal Bolkiah, líder do governo monárquico absoluto do país por quase 47 anos, em um discurso na véspera da implantação da lei.
Brunei, um país minúsculo de pouco mais de 420 mil pessoas, situado no sudeste asiático, já vem praticando leis islâmicas para regular assuntos civis, como questões familiares e pessoais. Mas, agora, as leis serão estendidas para cobrir infrações penais.
As novas penas islâmicas serão introduzidas com o tempo, no mínimo em um ou dois anos, e incluirão, por fim, graves punições corporais como: açoites por adultério, corte de membros por roubo e morte por apedrejamento no caso de estupro e sodomia.
A primeira fase inclui leis por infrações de comer e beber em público durante o mês de jejum do islã, o que é punível com multas e prisões.
Partes da lei também se aplicam a não muçulmanos. Em fevereiro, peritos da lei sharia do Ministério de Assuntos Religiosos anunciaram que os não muçulmanos poderiam ser punidos por usar vestimentas indecentes que "desonram o islã". O infrator pode ser preso por até seis meses, receber multa máxima de mil e seiscentos dólares ou ambos. Mesmo agora, já é obrigatório para as mulheres de todas as religiões, incluindo as cristãs, usarem o hijab (cobertura para a cabeça) caso trabalhem para o governo ou estejam participando de eventos oficiais. Entretanto, com o código penal da sharia em vigor, uma violação contra essas instruções religiosas será criminalizada.
No passado, os líderes da Igreja afirmavam receber um monitoramento pesado por parte do governo, ao que se espera que o novo código penal acrescente pressão, ansiedade e medo aos cristãos, que constituem 8.7% da população.
Outra restrição que visa os cristãos convertidos de origem muçulmana inclui uma lei que proíbe que pais muçulmanos deixem que não muçulmanos cuidem de seus filhos. O ato é punível com termo de prisão de até cinco anos, multa de até US$ 15.600 (aproximadamente 35 mil reais) ou ambos.
Como consequência, pessoas que se convertem ao cristianismo podem perder a custódia de seus filhos, caso sua nova fé seja revelada. "Todos os direitos dos pais são outorgados ao cônjuge que for muçulmano, caso a criança pertença a pais de crenças diferentes, e o cônjuge não muçulmano não é reconhecido em nenhum documento oficial, incluindo a certidão de nascimento da criança", escreveu o Departamento de Estado dos EUA no Relatório de Liberdade Religiosa Internacional de 2012. Além do mais, uma vez que a sharia entre em vigor, a restrição pode ser estendida aos serviços de creche operados por não muçulmanos.
O novo código penal também cita que os não muçulmanos não podem mais compartilhar sua fé com os muçulmanos e ateus. Os infratores correm o risco de serem multados em até US$ 15.600 (aproximadamente 35 mil reais), pegarem até cinco anos de prisão ou ambos.
Ensinar outras religiões fora do islã a um filho de muçulmano ou ateu carrega a mesma punição. Por causa disso, as poucas escolas cristãs receberão um revés, uma vez que muitos de seus alunos não são cristãos. O dia escolar normalmente se inicia com a leitura da Bíblia.
"Ainda assim, os pais começaram a exigir que, em vez disso, comecemos cada reunião com uma oração muçulmana", disse um funcionário da escola não identificado.
Por último, seguindo a direção da vizinha Malásia, o código penal reivindica 19 palavras que pertencem unicamente ao islã. Portanto, os cristãos estão proibidos de usar palavras como Alá (Deus) e Firman Alá (Palavra de Deus), que se encontram na Bíblia de língua malaia e são comumente usadas pelos bruneanos. Também não se pode levar material cristão para o país.
É difícil prever a extensão até onde a nova lei pode afetar os não muçulmanos, já que ela está no início do estágio de implementação. O governo admite não ter a infraestrutura para apoiar a lei, pois há escassez de juízes especializados nos tribunais da sharia.
Brunei está no 24º lugar da Classificação da Perseguição Religiosa.

Você viajaria da China a Bangladesh por um abraço?

Sheng*, um colaborador da Portas Abertas, visitou recentemente um grupo de centenas de obreiros que pertencem à maior rede cristã na China. Ele ficou profundamente tocado pelo que viu. "Eles têm pouca informação sobre a Igreja Perseguida, mas oram dia e noite"
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Agora que a Igreja chinesa experimenta muito mais liberdade do que no passado, um dos maiores projetos é a criação de treinamentos entre os chineses Han**. "Minha reunião com eles me deu inúmeras percepções", disse Sheng. "Nós trabalhamos com cinco níveis de treinamentos: informação interesse, inspiração, envolvimento e engajamento. Contudo, o que descobri foi que há muitos líderes cristãos na China que já oram pela Igreja Perseguida. Embora tenham pouca ou nenhuma informação, eles ajudam em oração. Cheguei à conclusão de que muitos colocariam suas vidas em risco pelos irmãos e irmãs da Igreja Perseguida, mas eles não têm ideia de como se envolver".
O grupo que Sheng conheceu é um claro exemplo. "Eles sabiam pouco sobre a Igreja Perseguida. Porém, eu pude ver uma determinação dada por Deus em seus olhos. Eles diziam: ‘Nós fomos chamados para orar’. Então todo mês eles oram e jejuam durante dois dias. Eles têm também selecionado intercessores por algum país especifico que Deus tenha colocado em seus corações. Eles dizem que quanto mais oram por determinado país, mais ficam apaixonados por ele. Para eles, é a forma que encontraram de apoiar os membros de sua família na fé".
Deus usa essas vigílias de oração para inspirar os cristãos chineses a se envolverem com a Igreja Perseguida em outros países também. "Eu falei com a irmã Da-Xia*. Enquanto ela estava orando, o Espírito Santo a desafiou a visitar uma missionária em Bangladesh. Isso aconteceu no ano passado, quando houve uma séria epidemia de dengue em Bangladesh e também um levante político.

Ela questionou a Deus e deu algumas desculpas a ele. Então Deus a respondeu: ‘Você iria por sua irmã em Cristo? ’. Ela respondeu: ‘Sim, Senhor, eu iria a qualquer lugar por minha irmã’. E Deus a respondeu: ‘Você iria por minha filha?’. Ela respondeu que ‘sim’. Então ela perguntou quantas pessoas gostariam de ir com ela e seis pessoas responderam positivamente".
Não havia líderes entre esses seis e Da-Xia começou a duvidar. Ela tinha realmente entendido a voz de Deus? Se sim, porque os líderes chave não se engajaram nessa viagem? "Mas Deus lhe disse que ele selecionou os seis porque eles estavam comprometidos a orar por Bangladesh. O grupo estava muito amedrontado para ir. Como eles poderiam se proteger dos ataques mortais daquele mosquito? Todos escreveram seus últimos desejos porque estavam com a expectativa de que morreriam em Bangladesh. A irmã Da-Xia lhes disse que somente o amor de Deus poderia derrotar o medo deles, e uma vez que tivessem lidado com isso, eles poderiam enfrentar a morte sem medo nenhum."
Em Bangladesh ninguém ficou doente, mas o Espírito Santo fez mais do que protegê-los das ameaças. Quando eles se encontraram com a missionária, descobriram que ela se sentia solitária e rejeitada. "Deus disse à irmã Da-Xia que abraçasse a jovem missionária. É preciso entender que isso é totalmente fora do padrão cultural chinês. As pessoas não se abraçam. Mas ela o fez e esse gesto significou muito para a missionária. Foi como se os sentimentos de solidão e rejeição tivessem desaparecido. Seu coração endurecido amoleceu".
A reunião com a irmã Da-Xia e com outros obreiros deu a Sheng um enorme impulso de confiança. "É maravilhoso ver como Deus trabalha e como ele usa a Igreja chinesa nos ministérios de oração e presença. Isso nos mostra que precisamos continuar a criar treinamentos entre os cristãos chineses e a dar a eles ferramentas para se envolverem. Deus tem um grande plano para a Igreja chinesa".
*Nomes alterados por motivos de segurança.
** A maioria dos chineses (90%) pertence à etnia Han. Os outros 10% pertencem a outras minorias.

Número de mortos na Nigéria pode chegar a 500

Homens armados, com uniforme militar, invadiram o distrito de Gwoza, no Estado de Borno, na noite de terça-feira (3), destruindo casas, igrejas e mesquitas, e matando os moradores que tentavam fugir
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Centenas de pessoas podem ter sido mortas em ataques, supostamente realizados pelo grupo islâmico Boko Haram, em quatro vilas no nordeste da Nigéria, informaram fontes locais nesta quinta-feira (5).

Líderes comunitários calculam as vítimas entre 400 e 500 pessoas, embora não tenha sido feito um levantamento por parte de fontes independentes devido à má qualidade das comunicações e à dificuldade em levar serviços de emergência ao local.

Outro incidente, em Maiduguri, também no nordeste do país, deixou 45 mortos. Integrantes do Boko Haram fingindo ser pregadores abriram fogo contra a multidão, de acordo com moradores.

Se confirmado, o ataque nas vilas de Goshe, Attagara, Agapalwa e Aganjara seria um dos piores na insurgência islâmica do país, que já dura cinco anos.

No último dia 5 de maio, mais de 300 pessoas morreram em um atentado na cidade de Gamboru Ngala.

"Foram assassinatos em massa, mas ninguém pode indicar um número, porque ninguém conseguiu chegar ao lugar, e porque os insurgentes ainda estão lá. Eles tomaram toda a área", explicou à agência de notícias AFP Peter Biye, parlamentar local.

"Há corpos espalhados por todas as áreas, e as pessoas estão fugindo", acrescentou Biye, que representa Gwoza na Câmara dos Deputados.

A situação foi descrita por moradores como "crise humanitária", enquanto alguns pediam a entrada de grupos independentes para enterrar os mortos.

Residentes de Attagara, vilarejo de maioria cristã, acreditam que o ataque foi uma retaliação à morte de quatro integrantes do Boko Haram, que atacaram uma igreja e mataram nove pessoas.
O Boko Haram ("A educação ocidental é um pecado" em língua hausa), que deseja impor a lei islâmica no norte da Nigéria, matou milhares de pessoas desde 2009 e atacou escolas do nordeste do país em várias oportunidades.
 

terça-feira, 29 de abril de 2014

Irmãs pela fé: Alina

Viajando por um país da Ásia Central há alguns meses, uma equipe da Portas Abertas conheceu três mulheres. Todas deram sua vida para Cristo e agora pagam o preço de sua fé. Leia o testemunho de Alina
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Alina tem 39 anos e trabalha como professora-chefe em uma das escolas de ensino médio da região. Ela se tornou cristã há sete anos e é mãe de quatro crianças; três delas estão na escola.

Atualmente, os professores assediam as crianças pela sua fé ao não permitirem que elas mencionem que são cristãs e por forçá-las a orar Namaz - a oração muçulmana. Recentemente, o governador do país assinou uma lei que permite ensinar e estudar as principais religiões do mundo. Os estudantes e seus pais têm o direito de escolher qual religião eles preferem estudar ou ainda podem optar em não participar. A maioria dos estudantes escolheu estudar o islã, já que vivem em um país muçulmano. Não há professor de cristianismo na escola.

O professor de estudos islâmicos tem pressionado os filhos de Alina a aceitarem o islamismo, mesmo sabendo que eles são cristãos. Ele também os força a fazerem orações muçulmanas.

"Eu temo pelos meus filhos. Eu não sei o que esperar", compartilha Alina com os olhos cheios de lágrimas. "Todos os dias eu os envio para a escola e não me preocupo com suas notas. Minha única oração é para que eles não sejam zombados ou mal tratados por sua fé." O marido de Alina a abandonou com seus quatros filhos há seis anos, após saber que sua esposa havia se tornado cristã.

Ore por Alina e seus filhos, para que o Senhor os proteja do assédio na escola por causa de sua fé.

*Nome alterado por motivos de segurança. 

Transforme o dia de ir à igreja em um dia de agir pela Igreja!

Domingo, dia de ir para a igreja. Dia de encontrar os irmãos, dia de cultuar em conjunto, dia de aprender novas lições sobre a Palavra de Deus. Para os cristãos de Marrocos, porém, domingo é dia de tomar cuidado
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 De acordo com a Classificação da Perseguição Religiosa, Marrocos é o 44º país onde os cristãos são mais perseguidos. Para os cristãos marroquinos, domingo é dia de vigiar pela janela, dia de esconder a Bíblia entre as almofadas do sofá, dia de orar fervorosamente para que a polícia não irrompa porta adentro e leve o pequeno grupo de cristãos para a delegacia.
O domingo não é igual para todos os cristãos ao redor do globo. Em cerca de 60 países, como no Marrocos, seguir a Jesus envolve pagar um alto preço.

No dia 25 de maio deste ano, milhares de cristãos brasileiros transformarão o domingo de culto em um Domingo da Igreja Perseguida, e irão incluir em seu momento de comunhão outras pessoas que compartilham da mesma fé, mas não da mesma liberdade.
Leve a Igreja Perseguida para o seu domingo também! Ainda dá tempo de participar. Acesse www.domingodaigrejaperseguida.org.br para se inscrever gratuitamente e receber mais informações.
Há 26 anos, a Portas Abertas realiza o DIP – Domingo da Igreja Perseguida, evento que tem o objetivo de engajar a Igreja brasileira na causa dos cristãos perseguidos por amar a Jesus. Em 2013, tivemos o envolvimento de 5.021 organizadores e igrejas brasileiras que se comprometeram a orar e socorrer a Igreja Perseguida, fazendo a diferença.
FontePortas Abertas Brasil

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Lutando numa posição de vitória

O mais populoso país da África, com mais de 120 milhões de habitantes, está praticamente dividido entre o norte, de maioria muçulmana, e o sul, predominantemente cristão
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As relações entre cristãos e muçulmanos têm ficado cada vez mais tensas desde que doze Estados do norte da Nigéria, de maioria muçulmana, adotaram a Lei Islâmica (Sharia). O medo das consequências de aceitar a Cristo, como Senhor e Salvador, tem mantido muitas pessoas nas trevas. Mas a Portas Abertas continua recebendo relatórios de que muitas conversões estão acontecendo.

Para ajudar os cristãos dessas regiões a ficarem firmes em Cristo, a Portas Abertas tem ministrado para os pastores e líderes das igrejas o seminário Permanecendo Firmes Através da Tempestade (PFAT). Abaixo podemos ver alguns testemunhos de pastores que já participaram desse treinamento e que agora poderão capacitar outros.

"O seminário estimulou-me a orar e a estudar a Palavra e a preparar minha congregação para enfrentar a perseguição, e responder a ela da forma como Deus quer. Antes eu sentia ódio por esses fanáticos que nos matam e incendeiam nossas igrejas. Mas agradeço à Portas Abertas por este seminário porque, através dele, toda a minha atitude mudou e espero fazer diferença na vida dos membros da minha igreja", disse um pastor nigeriano.

"Com exceção da roupa que eu estava usando, eu perdi tudo durante um conflito religioso no norte da Nigéria. A igreja que eu pastoreava foi incendiada e muitas pessoas da minha congregação perderam a vida e os sobreviventes foram dispersos. Depois que se passa por tal dificuldade e sofrimento, estabelece-se um grande desânimo. Mas, o seminário (PFAT) me encorajou. Ele me fez perceber que sou mais que vencedor em Cristo, e que não estamos lutando numa posição de derrota, mas de vitória", contou outro pastor nigeriano

Pedidos de oração
• Agradeça a Deus pelas pessoas que foram e ainda são abençoadas através do PFAT. Ore pelas equipes da Portas Abertas que ministram o seminário pelo país.
• Interceda para que os cristãos e suas lideranças possam colocar em prática tudo quanto têm aprendido nos seminários.

O texto acima foi retirado do site do Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2014, que tem como tema "Pastores e líderesafricanos". Toda semana, novos pedidos de oração são publicados. Acompanhe!
 
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoMarcelo Peixoto
 


Pastores da Igreja Perseguida na China e na África

Observando-se os relatos bíblicos e a história da Igreja, percebe-se que onde há seguidores de Cristo, ali haverá um pastor. Porém, desempenhar o ministério como Deus quer, requer conhecer a Bíblia. Isso vale tanto para pastores da Igreja brasileira como da Perseguida
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É disso que fala Fai*, pastor de uma grande metrópole na China (37º país na Classificação da Perseguição Religiosa ). Ele comenta que, tradicionalmente, a Igreja chinesa tem se preocupado com o crescimento numérico. “Ela não se preocupa com o crescimento espiritual das pessoas. Mas ao estudar a Bíblia, descobrimos que Jesus nos chama a fazer discípulos”.
Fai prossegue dizendo que, hoje, as igrejas em seu país são muito complicadas. “Há muitas atividades. Quando olho para a minha igreja como seu eu fosse alguém de fora, me pergunto: ‘Estamos fazendo eventos ou discípulos?’. Se não tiver discípulos, de que serve a igreja?”.
Liderança pelo exemplo
É, talvez pensando nos discípulos, que o apóstolo escreveu que os pastores devem ser “exemplos para o rebanho”. Madu*, pastor na Nigéria (14º país na Classificação), conta que isso só é possível de joelhos.
Ele atua em uma cidade do norte da Nigéria que tem sofrido com a atuação de um grupo terrorista. Ele se lembra de um ataque em que 15 igrejas foram bombardeadas e 200 pessoas morreram. Casado, pai de quatro filhos e pastor de 400 cristãos, Madu comenta que perseverar e fortalecer a congregação só é possível pela fé.
“Como pastor, tenho de me pôr de joelhos e pedir a Deus que me dê forças para prosseguir. Também oro por meu povo. Como líder, não posso fugir; devo permanecer com eles, liderá-los através de meu exemplo, encorajá-los e ensiná-los na Palavra de Deus. É difícil, e quando a pressão aumenta, ficamos confusos. É aí que oramos pedindo força. E Deus tem nos ajudado. Esta é a obra de Deus.”
Domingo da Igreja Perseguida (DIP)
Você pode abençoar pastores e líderes africanos como Madu. Ao cadastrar a sua igreja para realizar o DIP no dia 25 de maio, você contribui com a divulgação da causa da Igreja Perseguida para mais pessoas, mobilizando cristãos brasileiros a orar e contribuir no apoio aos nossos irmãos. Pastores e líderes fortes, igrejas fortes. Participe!
*Nomes trocados por motivos de segurança.
Fonte: Revista Portas Abertas



domingo, 27 de abril de 2014

190 meninas permanecem desaparecidas na Nigéria

As meninas foram sequestradas por militantes islâmicos na semana passada. O ataque e sequestro ocorreram em um internato na cidade de Chibok, no Estado de Borno, noroeste do país. Os familiares das adolescentes afirmam que o número de estudantes sequestradas é de 234, muito maior do que o divulgado pelo governo local. Portas Abertas Brasil
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"Por favor, pedimos aos militantes que mostrem piedade e libertem nossas filhas", diz o pai de uma das meninas, em carta entregue ao Serviço Africano da BBC. Cerca de 40 delas conseguiram fugir de seus captores, segundo Asabe Kwambura, diretora do colégio onde elas foram sequestradas.

Desde a semana passada, os pais das jovens continuam a busca pelas estudantes, chegando até a entrar em um bosque considerado bastião do temido grupo islâmico radical Boko Haram, apontado como o autor do sequestro.
O grupo, cujo nome significa "a educação ocidental é proibida" na língua local hausa, ataca frequentemente instituições de ensino. Mas o grande sequestro em Chibok não tem precedentes.

Bashir Sa'ad Abdullahi, jornalista do Serviço Hausa da BBC, afirmou que muitos pais já perderam a esperança de que os militares resgatem suas filhas. Abdullahi afirmou que acredita-se que "as jovens são mantidas presas em um bosque chamado Sambisa, um terreno muito difícil que é refúgio dos militantes". O Boko Haram não emitiu nenhum comunicado sobre o ataque, mas as autoridades garantem que o grupo é o autor do sequestro.
Ataques do Boko Haram na Nigéria já deixaram 1,5 mil mortos no último ano, segundo a Anistia Internacional.

"Vi com meus próprios olhos"Duas mulheres que foram sequestradas em outro incidente pelo grupo e conseguiram escapar contaram para o correspondente da BBC na Nigéria Will Ross, como foi o sequestro.

"Me perguntaram se eu era cristã ou muçulmana. Respondi que era cristã. Depois de alguns dias trouxeram um homem e disseram que eu tinha de me converter ao islã e me casar com ele", relatou uma jovem de 23 anos.
A jovem acrescentou que os muçulmanos que trabalhavam para o governo foram executados e ela foi levada para o bosque de Sambisa, onde a matança continuou.
"Usaram facas para degolar homens e mulheres, especialmente os homens que se negavam a lutar junto com eles. Vi com meus próprios olhos como mataram cerca de 50 pessoas."

Pedidos de oração
  • Ore pelas meninas que permanecem sequestradas, para que Deus as livres de ferimentos graves e de serem mortas por seus captores.

  • Peça a Deus que console e traga esperança às famílias que estão aflitas por causa de toda essa situação.
Clame pelos cristãos na Nigéria que têm sofrido com a perseguição religiosa. Peça ao Senhor para eles fiquem firmes na fé apesar das circunstâncias.
FonteBBC

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Irmãs pela fé: Rita

Viajando por um país da Ásia Central há alguns meses, uma equipe da Portas Abertas conheceu três mulheres. Todas deram sua vida para Cristo e agora pagam o preço de sua fé. Leia o testemunho de Rita.
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Rita se tornou cristã cinco anos atrás e, desde aquele momento, ela não consegue imaginar sua vida sem Cristo. Como resultado de sua jornada com o Senhor, ela não consegue se calar sobre Deus e está sempre compartilhando com outras pessoas sobre Cristo e sua salvação.

Alguém disse a ela: "Rita, seja cuidadosa com o jeito que você compartilha sobre Jesus com as pessoas em nosso país. Não se esqueça de que você vive em um país muçulmano, onde muitas pessoas podem não gostar do que você compartilha!". Rita frequentemente responde: "Minha vida está nas mãos de Deus. Todos os aspectos da minha vida estão em suas mãos, incluindo a minha segurança".
Recentemente, um oficial muçulmano visitou a residência de Rita. Ele trabalha na estação policial. Ele disse para Rita: "Se você não parar de contar para as pessoas sobre Cristo, eu vou fazer tudo que eu puder para que você não tenha paz em sua vida!"
"Eu vejo isso como uma guerra espiritual", compartilha Rita com os colaboradores da Portas Abertas. "Eu tenho a impressão que o diabo tentará me atacar por todos os meios possíveis!"
Após uma briga em função da fé de Rita, seu marido pegou toda sua literatura cristã e Bíblias e tentou forçá-la a queimar tudo. Quando Rita se recusou, ele queimou todos os livros no quintal de sua casa. Quase todos os parentes passaram a rejeitar Rita, considerando-a como a vergonha da família. Rita tem 37 anos e é mãe de duas crianças pequenas.

Ore por Rita e seu desejo de compartilhar Cristo com todos à sua volta. Peça ao Senhor que a proteja das autoridades locais que a perseguem por causa de sua fé.

*Nome alterado por motivos de segurança
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoCecília Padilha